Nomes populares do (DOURADO)

peixe de água doce chamado Dourado é conhecido popularmente como Piraju e Pirajuba.

Nome científico

Salminus maxillosus.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída nas Bacias do Paraná, de São Francisco, do Rio Doce e do Paraíba do Sul (Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Bahia, Alagoas, Sergipe, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e no Sul de Goiás).

Habitat

O Dourado habita águas rápidas, corredeiras e cachoeiras, assim como as margens de barrancos, bocas de corixos e galhadas no meio dos rios. Costuma nadar em cardumes.

Alimentação

É um peixe carnívoro, alimentando-se de qualquer espécie de peixe, inclusive de pequenas aves, embora prefira lambaris e sardinhas.

Reprodução

Necessita da correnteza dos rios para completar o seu ciclo reprodutivo, durante a Piracema.

Características     

O Dourado é um peixe muito apreciado por seu sabor, sendo conhecido como o “Rei do Rio”. É um peixe de escamas. Cada escama tem um pequeno risco preto no meio, formando linhas longitudinais da cabeça à cauda. Possui uma coloração dourada por todo o corpo, com reflexos avermelhados. Tem uma cabeça grande, com uma boca que alcança a metade desta, repleta de caninos em forma cônica. Possui uma barbatana caudal bastante robusta. Pode atingir mais de 25 kg e alcançar 1m de comprimento.

Nomes populares da (PIRARARA)


peixe de água doce chamado Pirarara é conhecido popularmente com o mesmo nome.

Nome científico

Phractocephalus hemeliopterus.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída nas Bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins.

Habitat

O Pirarara habita poços e canais dos médios e grandes rios.

Alimentação

É um peixe omnívoro, alimentando-se de crustáceos, peixes e frutos.

Reprodução

Realiza migração reprodutiva.

Características     

O Pirarara é um peixe de couro, de corpo robusto. Sua cabeça é ossificada, achatada e grande, apresentando um forte contra-sombreado, assim como as nadadeiras adiposa, dorsal e anal de cor alaranjada brilhante. Apresenta coloração do corpo cinza-escura, com uma faixa longitudinal branco-amarelada, ao longo dos flancos,  indo da  cabeça à nadadeira caudal. Pode chegar aos 50 kg e alcançar 1,3 m do focinho à separação dos dois lobos da nadadeira caudal.  

 

Nome popular do (Tucunaré)

O peixe de água doce chamado Tucunaré é conhecido popularmente como Tucunaré Amarelo.

Nome científico

Cichla ocellaris.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída no Amazonas e nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil.

Habitat

O Tucunaré habita açudes, represas, rios e tanques de piscicultura.

Alimentação

É um peixe carnívoro, alimentando-se principalmente de peixes e camarões. Persegue a presa, ou seja, após iniciar o ataque, não desiste até conseguir capturá-la.

Reprodução

Formam casais e se reproduzem em ambientes lênticos, onde constroem ninhos e cuidam da prole.

Características     

O Tucunaré é um peixe de escamas, com corpo alongado e um pouco comprimido. Sua coloração e amarelada, com manchas pretas e verticais distribuídas regularmente pelo corpo. Todos os Tucunarés apresentam uma mancha redonda (ocelo) no pedúnculo caudal. É bastante rápido, agressivo, forte e até estúpido. Também é muito sedentário (não realizando migrações). Tem hábitos diurnos. Pode chegar a  30 cm ou mais de 1 m de comprimento total.

 

Nomes populares do (BARBADO)

peixe de água doce chamado Barbado é conhecido popularmente como Piranambu, Mantopaque, Peixe-Moela.

Nome científico

Pinirampus pinirampu.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída nas Bacias Amazônica, do Prata e Araguaia -Tocantins.

Habitat

O Barbado habita a beira dos rios de médio e grande portes, próximos a vilas e a cidades. Vai ao fundo dos rios em busca de alimento.

Alimentação

O Barbado é um peixe piscívoro (alimenta-se de outros peixes). Costuma atacar inclusive peixes que são pescados com redes, disputando o alimento com os pescadores.  


Reprodução

O Barbado se reproduz durante a época das cheias, com as inundações das margens dos rios.

Características     

peixe Barbado tem este nome por possuir barbatanas grandes no canto da boca. É um peixe de couro, com boca pequena e barbilhões sensoriais achatados. Possui nadadeira adiposa muito longa, começando logo após a nadadeira dorsal. Sua coloração é cinza a castanho, no dorso e flancos, clareando na região ventral. No entanto, sua cor tende ao castanho-esverdeado quando retirado d'água. Pode pesar 12 Kg, alcançando cerca de 80cm de comprimento total.

 

Robalos são espécies de peixes que vivem em água doce. São muito apreciados pelos pescadores desportivos sendo considerados por muitos o “Peixe Prata”. Podem atingir 1 metro de comprimento e 12 quilos de peso. Mas as espécies mais comuns possuem apenas 55 centímetros de comprimento. As fêmeas desenvolvem-se mais rápido que os machos. O tamanho ideal para a captura destes peixes é de 36 cm de comprimento.

 

Anatomia

 Possui corpo alongado e comprido, o que o torna um nadador extremamente ágil. O dorso é de cor cinzento-prateado e o abdômen é esbranquiçado. O opérculo tem uma mancha escura e possui dois espinhos. Na boca, vários dentes finos e mandíbula inferior ligeiramente proeminente.

A espécie robalo-flecha é a maior da família com 1,2 m de comprimento total e 25 quilos. O robalo-peva é menor, alcançando 50 cm de comprimento e 5 quilos. O robalo normal alcança 1 m e 11 quilos.

 

Habitat e hábitos alimentares

Os robalos são espécies de litoral vivendo sobre fundos, tanto arenosos como rochosos, e em águas até 100 metros de profundidade. Mas podem ser encontrados em água doce.

São resistentes, tolerando grandes variações de salinidade da água, desde os 0,5 aos 40%, podendo assim entrar em estuários e mesmo em lagoas litorais de água doce. Toleram também grandes variações de temperatura, de 2°C a 32ºC.

O hábito alimentar é carnívoro, com preferência por camarões, caranguejos e outros crustáceos, além de pequenos peixes. Costumam nadar em pequenos cardumes.

Gostam de permanecer perto de estruturas como rochas, troncos e galhadas, além de píeres, cascos de barcos e naufrágios (ou qualquer outra categoria de estrutura submersa).

Criação em cativeiro

A técnica de criação de robalos em cativeiros é consideravelmente recente. O robalo é um peixe marinho, extremamente apreciado, porém cada vez mais raro devido à pesca predatória.

Um aspecto favorável à criação do robalo em cativeiro é o fato de a espécie ser bastante resistente ao manejo. "Além disso, é muito versátil, já que, na fase da engorda, adapta-se em ambiente de água salobra, salgada ou doce.

Os tanques para criação devem ser escavados em açudes e represas. Ainda podem ser usados os tanques de concreto, lona e fibra de vidro. Quando há boa profundidade, uma opção são os tanques-redes, com pelo menos três metros, e o tanque-berçário, com um metro. Se a área for muito grande, é melhor manter os peixes concentrados em um cercado, de um a três meses, fornecendo alimentação para que se acostumem ao ambiente. Ao liberá-los, não deve haver predadores maiores que o robalo no local.

 

Considerações para o início de sua criação.

Criação mínima: centenas para sistema extensivo (açude) e milhares para cultivo em tanques-rede.

Custo: de R$ 1 mil a R$ 2 mil o milheiro.

Retorno: a partir de um ano e meio.

Reprodução: nos meses mais quentes, na maior parte do país.

 

Nomes populares (CORVINA)

peixe de água doce chamado Corvina é conhecido popularmente como

Corvina, Pescada-Branca e Pescada-do-Piauí.

Nome científico

Plagioscion squamosissimus.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída nos rios Parnaíba, Trombetas, Negro e Amazonas. Atualmente, vem sendo introduzida no Sudeste por empresas do setor hidrelétrico, nas Bacia do rio Paraná, do Prata e do São Francisco e nos açudes do Nordeste.

Habitat

O Corvina é um peixe que habita poços, remansos e reservatórios, vivendo em lugares fundos e de meia água.

Alimentação

É um peixe piscívoro, alimentando-se de outros peixes e camarões, com predominância de um ou outro dependendo do local.

Reprodução

O período de desova do peixe de água doce Corvina ocorre durante o ano todo, com pico de desova nos meses de setembro a outubro.

Características     

peixe Corvina é um peixe de escamas, com coloração prata azulada, boca oblíqua, com um grande número de dentes recurvados e pontiagudos. Possui dentes na faringe e a parte anterior dos arcos branquiais apresenta projeções afiadas com a margem interna denteada. Apresenta espinhos nas nadadeiras e duas nadadeiras dorsais. Não possui nadadeira adiposa. É capaz de produzir sons bem audíveis, por meio de músculos associados à bexiga aérea, que age como câmara de ressonância. Pode alcançar mais de 50 cm e atingir até os 4,5 kg.

 

Nome popular (JAU)

peixe de água doce chamado Jaú é conhecido popularmente como Jundiá-de-Lagoa.

Nome científico

Paulicea luetkeni.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída nas Bacias Amazônica, do Paraná e do Prata (regiões Norte e Centro-Oeste, além dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná).

Habitat

O Jaú habita canais de rios, cachoeiras, poços profundos, junto às margens das baías.

Alimentação

É um peixe piscívoro, alimentando-se de peixes de escama durante a época seca. Fica escondido nos poços criados por cascatas, à espreita dos peixes que sobem os rios para a desova, atacando-os com voracidade.

Reprodução

A fêmea do Jaú com 70 kg apresenta ovários com 4 kg, com mais de 3,5 milhões de óvulos.

Características     

O Jaú é considerado um dos maiores peixes de couro da região Amazônica e, certamente, da região Neotropical. Sua cabeça é bastante ampla e achatada, enquanto que o corpo se afina bastante rapidamente em direção à cauda. Possui boca bem desenvolvida e nadadeiras peitorais e dorsal com espinhos. Sua coloração é parda ou verde-azeitona e o ventre, esbranquiçado. Pode atingir 1,90 m de comprimento e mais de 100 kg de peso.
Nome popular (SURUBIM)

peixe de água doce chamado Cachara é conhecido popularmente como Surubim Cachara, Barrada Surubim e Surubim Atigrado.

Nome científico

Pseudoplathystoma fasciatum.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída nas Bacias Amazônica e do Paraná e Orinoco.

Habitat

O Chacara habita locais de águas mais lentaspróximas a camalotes (aguapés), onde espreita suas presas e se refugia dos predadores.

Alimentação

O Cachara é um peixe piscívoro (alimenta-se de outros peixes), com preferência para peixes de escamas, mas, em algumas regiões, alimenta-se também de camarões de água doce.

Reprodução

Realiza migração reprodutiva, rio acima, a partir do início da enchente.

Características     

O Chacara é um peixe de couro. Possui o corpo alongado e roliço. Tem cabeça grande e achatada. Sua coloração é cinza escura, no dorso, clareando em direção ao ventre, sendo branca abaixo da linha lateral. Pode ser separada das outras espécies do gênero pelo padrão de manchas: faixas verticais pretas irregulares, começando na região dorsal e se estendendo até abaixo da linha lateral. Às vezes, apresenta algumas manchas arredondadas ou alongadas no final das faixas. Espécie de grande porte, pode alcançar 1,2m de comprimento e atingir 20kg.

(Tucunare Tigre) “É um peixe que preda muito, ele cresce muito rápido, se reproduz muito rápido, diferente das espécies do rio, que têm uma reprodução um pouco mais lenta. É um peixe da mesma família do acará, da tilápia. Então, ele compete por espaço com esses peixes, por alimento também”, falou o biólogo Junior Altair Ringuier.

O biólogo fez estudos recentes, mas não sabe indicar com certeza o que levou a espécie ao rio Itapemirim.

“Há uns dois anos, eu fiz um trabalho para uma empresa de Cachoeiro das espécies do rio Itapemirim e não encontrei. Eu imagino que esse peixe tenha caído no rio nessa última grande enchente que aconteceu, em que deve ter estourado barragens particulares e acabou indo para o rio Itapemirim”, explicou.

O rio Itapemirim nasce no Caparaó, percorre 200 km até chegar a Cachoeiro de Itapemirim. Ele passa por 18 cidades, sendo 17 capixabas e uma mineira. O rio abriga espécies nativas, mas o novo peixe é uma ameaça.

“Ela é uma espécie que veio de outra região do mundo, da América Central. Então, vai concorrer com as espécies nativas do rio. Além disso, ela vai depredar as espécies que aqui existem. Então, é uma preocupação muito grande, porque o rio já tem 15 espécies invasoras. Essa aqui é mais uma. Além de ser mais uma, é uma espécie que se alimenta de outras espécies. Esse é o grande risco”, falou a diretora da Associação Amigos da Bacia do Rio Itapemirim Dalva Ringuier.

Apesar de ser bom para comer, porque tem pouca espinha, a criação do peixe é proibida no Brasil. Como predador natural, ele é altamente agressivo, com dentes muito afiados. Por isso, a chegada dele ao rio Itapemirim pode gerar um grande desequilíbrio.

“Agora, é conviver com ele e, apesar de ser uma espécie invasora, tem uma carne boa para ser consumida. Então, o pessoal tem que aproveitar e capturar o máximo que conseguir para se alimentar”, disse o biólogo

 

Nome popular (PACU)

peixe de água doce chamado Pacu é conhecido popularmente com o mesmo nome.

Nome científico

Piaractus mesopotamicus.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída na Bacia do Prata.

Habitat

O Pacu habita rios e lagoas nas épocas de cheia.

Alimentação

É um peixe omnívoro, alimentando-se de frutas, matéria vegetal e pequenos peixes.

Reprodução

É um peixe que realiza a desova total, ou Piracema, fazendo longas migrações rio acima para se reproduzir. No entanto, vem sendo reproduzido artificialmente em laboratório para repovoamento de represas.

Características     

O Pacu é um peixe de escamas pequenas e numerosas. Sua coloração é cinza-escura, no dorso, e amarelo-dourada, no ventre, podendo variar devido o ambiente. Tem corpo comprimido, alto e em forma de disco, apresentando quilha ventral com espinhos, cujo número pode variar de 6 a 70. Seus dentes são molariformes. Possui carne muito saborosa, por isso é muito pescado. É uma espécie que vem sendo muito utilizada na piscicultura e para a formação do híbrido Tambacu em cruzamento com o Tambaqui. Pode alcançar mais de 70 cm de comprimento e pesar até 20 Kg.
Nome popular (TRAIRA)

peixe de água doce chamado Traíra é conhecido popularmente como Lobó e Tararira.

Nome científico

Hoplias malabaricus.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída em  todo território nacional.

Habitat

A Traíra habita águas paradas de lagos, represas, brejos, remansos e rios, tendo preferência por barrancos com vegetação, onde espreitam e emboscam suas presas.

Alimentação

A Traíra é um peixe carnívoro, alimentando-se de pequenos peixes, rãs e insetos. Espera a presa imóvel, junto ao fundo de lama ou em locas de pedras, desferindo um bote rápido e fatal.

Reprodução

Na época da reprodução, as traíras se reúne em casais e preparam o lugar da desova.

Características     

A Traíra é um peixe de escamas. Possui corpo cilíndrico, boca grande, olhos grandes e nadadeiras arredondadas, exceto a dorsal. Sua coloração é marrom ou preta manchada de cinza. Possui dentes poderosos e afiadíssimos. Sua língua é áspera ao tato, o que a diferencia do trairão, que apresenta a língua lisa. É um peixe utilizado em açudes e represas como controlador de populações demasiadamente prolíficas, como tilápias e piabas. Tem alta resistência a locais com pouco oxigênio. Apesar do excesso de espinhas, em algumas regiões é bastante apreciado como alimento.  Pode atingir 60 cm de comprimento e 4 K de peso.
Nome popular: Lamabari

peixe de água doce chamado Lambari é conhecido popularmente como Piaba.

Nome científico

Astyanax bimaculatus.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída por todo o Brasil.

Habitat

O Lambari habita rios, riachos, lagoas e represas, mesmo onde há ocupação humana.

Alimentação

É um peixe omnívoro e detritívoro, alimentando-se de frutos, sementes e insetos terrestres, vegetais aquáticos, escamas, ovócitos e outros peixes. Até mesmo detritos e sedimentos são consumidos pelo Lambari.

Reprodução

O Lambari não sobe os rios para desovar. A fecundação é externa e os pais não cuidam da prole.

Características     

O Lambari é um pequeno peixe de escamas, com coloração prateada, e nadadeiras variando entre  amarela, vermelha e o preta. Seu corpo é alongado e um pouco comprimido. Possui duas manchas, sendo uma próxima à nadadeira peitoral, com forma ovalada e posição horizontal, e outra em forma de clava, seguindo do pedúnculo caudal à porção mediana do corpo. Seu tamanho médio é entre 10 e os 15 centímetros de comprimento.
Nome popular (TAMBAQUI)

peixe de água doce chamado Tambaqui é conhecido popularmente como Pacu Vermelho.

Nome científico

Colossoma macropomum.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída na região Norte, além dos Estados de Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

Habitat

O Tambaqui habita matas inundadas.

Alimentação

É um peixe omnívoro, com preferência por sementes de castanheiras e de palmeiras. Alimenta-se também de plâncton, frutas, insetos aquáticos, caracóis, sementes e grãos de cereais, pequenos peixes, folhas e brotos de plantas aquáticas.

Reprodução

Realiza migrações reprodutivas (Piracema). Sua reprodução artificial vem sendo feita com sucesso.

Características     

O Tambaqui é um peixe de escamas, com corpo romboidal, alto, achatado e serrilhado no peito.  Apresenta uma dentição poderosa, adaptada para quebrar as duras castanhas que fazem parte de sua dieta. Em suas brânquias, podem ser observados espinhos longos e finos. Possui nadadeira adiposa curta, com raios na extremidade, dentes molariformes e rastros branquiais longos e numerosos. Sua coloração é parda, na metade superior, e preta, na metade inferior do corpo, mas pode variar para mais clara ou mais escura dependendo da cor da água. Tem a carne bastante apreciada. Pode alcançar  90 cm  de comprimento e atingir 30 Kg.
Nome popular (PIRANHA)

peixe de água doce chamado Piranha Vermelha é conhecido popularmente com o mesmo nome.

Nome científico

Pygocentrus nattereri.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída nas Bacias Amazônica, Araguaia-Tocantins, Prata, São Francisco e açudes do Nordeste.

Habitat

A Piranha Vermelha habita rios, lagos e lagoas de águas barrentas. Vive em cardumes pequenos ou até com mais de 100 indivíduos.

Alimentação

É um peixe omnívoro, com tendências carnívoras. Apesar de ser retratada como um predador perigoso e imprevisível, a Piranha Vermelha se alimenta principalmente de peixes, insetos e invertebrados aquáticos, como moluscos e crustáceos. Pode também se alimentar de qualquer pequeno animal terrestre que encontrar, bem como frutas, sementes, algas e plantas aquáticas.

Reprodução

Sua reprodução ocorre por volta de Abril e Maio, durante a estação chuvosa. A fêmea põe cerca de 5.000 ovos sobre a vegetação recém-submersa em um ninho construído pelo macho.

Características     

A Piranha Vermelha é um peixe de escamas bastante apreciado, principalmente para fazer o famoso caldo de piranha, considerado afrodisíaco. Possui corpo romboide e comprimido, focinho curto, arredondado, mandíbula saliente e dentes afiados. Entre todas as piranhas é a que possui o focinho mais rombudo. Tem coloração cinza no dorso e avermelhada no ventre e na região inferior da cabeça. Possui nadadeiras peitoral, ventral e anal alaranjadas. Pode alcançar 33 cm e pesar até 3,5 kg.
Nome popular (PIAU)

peixe de água doce chamado Piau-Três-Pintas é conhecido popularmente como Piau Verdadeiro, Aracu-comum, Aracu-Cabeça-Gorda.

Nome científico

Leporinus freiderici.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída nas Bacias Amazônica, Araguaia-Tocantins e Prata.

Habitat

O Piau-Três-Pintas habita margens de rios, lagos e florestas inundadas.

Alimentação

É um peixe omnívoro, com tendência a carnívoro (principalmente insetos) ou frugívoro (frutos e sementes pequenas), dependendo da oferta de alimentos.

Reprodução

É um peixe que realiza a desova total, ou Piracema, fazendo longas migrações rio acima para se reproduzir.

Características     

O Piau-Três-Pintas é um peixe de escamas, muito importante para a pesca de subsistência e para o comércio local, mercados e feiras. Possui coloração prata, com 3 manchas escuras nos flancos. Daí o seu nome. Tem nadadeiras ligeiramente douradas e nadadeira caudal escura. Possui dentes em forma de pinça. Pode alcançar 40 cm de comprimento e 2 kg de peso.
Nome popular (PIXE CACHORRA)

peixe de água doce chamado Cachorra é conhecido popularmente como Peixe Vampiro.

Nome científico

Hydrolycus scomberoides.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída nas Bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins.

Habitat

O Cachorra habita locais de águas mais rápidas e com estruturas, como paus e pedras. Peixe de meia água, vive em canais e praias de rios, lagos e na mata inundada.

Alimentação

É um peixe piscívoro (alimenta-se de outros peixes), que ataca presas relativamente grandes, às vezes, atingindo cerca de 40-50% do seu comprimento total. Costuma emboscar suas presas atrás de galhadas, árvores e pedras nas margens.

Reprodução

Realiza migração reprodutiva a grandes distâncias rio acima. Sua reprodução ocorre de novembro a abril, quando atinge a primeira maturação com cerca de 27 cm de comprimento.

Características     

O Cachorra possui escamas diminutas, corpo alto e comprimido. Sua boca é oblíqua, com uma fileira de dentes  e um par de presas na mandíbula. Estas são tão grandes que a maxila superior possui dois buracos para acomodá-los quando a boca está fechada. Suas nadadeiras peitorais são grandes. Possui coloração prata uniforme com uma mancha preta alongada atrás do opérculo. Pode alcançar mais de 1 m de comprimento total.
 
Nome popular (Aruanã)

O peixe de água doce chamado Aruanã é conhecido popularmente como Língua-de-Osso.

Nome científico

Osteoglossum bicirhossum.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída nas Bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins.

Habitat

O Aruanã habita pequenos rios, igarapés e trechos de florestas inundadas. Ficam bem próximos da superfície, onde caçam dentro e fora d’água. Costumam dar grandes saltos, de até 2 metros, para apanhar artrópodes ou fugir de predadores como os Botos. Em águas pouco oxigenadas, o Aruanã nada com os barbilhões projetados para frente para conseguir oxigênio na superfície da água.

Alimentação

É um peixe carnívoro, que se alimenta de invertebrados aquáticos e terrestres, como insetos e aranhas, além de pequenos peixes, sapos, cobras e lagartos.

Reprodução

O Aruanã se reproduz durante a enchente. Os machos da espécie guardam os ovos e as larvas na boca, mostrando extremo cuidado com a prole, protegendo-a.

Características     

O Aruanã é um peixe coberto por escamas, com coloração branca, mas as escamas ficam avermelhadas na época da desova. O dorso é verde escuro e o centro das escamas do flanco, prateado ou dourado. Possui corpo muito alongado e comprimido. Possui linha lateral curta e bem evidente. Sua boca é enorme, com barbilhões na ponta do queixo, e língua óssea e áspera, como a do pirarucu. Pode alcançar cerca de 1 m de comprimento total e pesar até 5 Kg.
Nome popular (Tilápia)

peixe de água doce chamado Tilápia é conhecido popularmente com o mesmo nome.

Nome científico

Tilapia rendalli.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída em todas as Bacias do Brasil, disseminada por meio de peixamentos.

Habitat

A Tilápia habita águas lênticas de lagoas e represas. É adaptável à água salgada.

Alimentação

A Tilápia é um peixe omnívoro, herbívoro ou fitoplanctófago. Alimenta-se de insetos, microcrustáceos, sementes, frutos, raízes, algas, plâncton e pequenos peixes.

Reprodução

A reprodução ocorre a partir dos seis meses de idade, sendo que a desova pode ocorrer mais de quatro vezes por ano. Como protege a prole, o índice de sobrevivência da espécie é bastante elevado.

Características     

A Tilápia é um peixe de escamas, com corpo um pouco alto e comprimido. Possui coloração verde-oliva prateada, com sobras verticais negras. A cor da nadadeira dorsal também é verde-oliva, com uma linha vermelha e branca até cinza-escuro com pontos oblíquos. Já a nadadeira caudal é pontuada na porção dorsal, vermelha ou amarela na porção ventral. Pode atingir 45 cm de comprimento e 2,5 kg de peso.
Nome popular (Pirarucu)

peixe de água doce chamado Pirarucu é conhecido popularmente como Arapaima ou peixe pirosca.

Nome científico

Arapaima gigas.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída na Bacia Amazônica, na parte setentrional da América do Sul.

Habitat

O Pirarucu é um peixe que habita águas rasas dos rios e lagos.

Alimentação

É um peixe omnívoro, alimentando-se de peixes, apesar de também comer caramujos, camarões de água doce, cágados, cobras, anfíbios, caranguejos, seixos, areia, entre outros. Quando jovem, alimenta-se de plâncton que, mais tarde, são complementados com peixes.

Reprodução

A época de sua reprodução do Pirarucu ocorre de dezembro a maio, em águas rasas, onde os adultos preparam um ninho no fundo arenoso. Cada fêmea deposita cerca de 180 mil ovos em diferentes ninhos. Suas larvas eclodem ao quinto dia e nadam próximas à cabeça do pai que, nessa época, apresenta uma cor escura. Durante esse período, a proteção é garantida pela fêmea, que nada em volta do pai e dos filhotes.

Características     

O peixe Pirarucu é o maior peixe de escamas de água doce do Brasil e um dos maiores do mundo. Possui corpo em forma cilíndrica, cabeça achatada e mandíbulas salientes. Seus olhos são amarelados e de pupila azulada, um tanto salientes. Sua coloração é marrom-esverdeada, escura no dorso a avermelhada nos flancos, sendo a intensidade variável de acordo com o tamanho do individuo e com o tipo de água em que vive.  É  uma  espécie  que  tem  respiração  acessória, utilizando-se do oxigênio dissolvido na água, mas principalmente do ar e, por isso, tem que subir frequentemente à superfície d'água. Pode viver mais de 18 anos. Devido à sua excelente carne, é considerado “o Bacalhau Brasileiro”. Pode atingir comprimento máximo de 2,10 m e 112 Kg de peso.
Nomes populares da (CURIMBA)

peixe de água doce chamado Curimbatá é conhecido popularmente como Curibatá, Curimatá, Curimatã, Curimataú, Curimba, Curumbatá e Crumatá.

Nome científico

Prochilodus lineatus.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída por toda a Região Norte, Centro-Oeste, Nordeste, além dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

Habitat

O Curimbatá habita tanto fundo de lagos como margens de rios.

Alimentação

É um peixe detritívoro (alimenta-se de restos orgânicos), consumindo a vasa do fundo dos rios, como sedimentos orgânicos e vegetais.

Reprodução

É uma espécie de desova total (a partir de novembro), que realiza a Piracema. Sua primeira maturação sexual ocorre em indivíduos com cerca de 20cm de comprimento.

Características     

É um peixe com escamas ásperas, em número de 47 a 50 sobre a linha lateral, com 9 fileiras acima e 7 abaixo dela. Sua coloração é cinza-prateada, com faixas transversais escuras e inconspícuas no dorso. Possui nadadeiras caudal, dorsal e anal com varias manchas escuras e claras, alternadamente. Tem boca terminal, com lábios espessos e protráteis em forma de ventosa, munido de pequeninos dentes fracamente inseridos. Possui um espinho curto e dirigido à frente, na origem da nadadeira dorsal. Pode alcançar 70cm de comprimento e atingir 10kg.
   (CARPA)
 A palavra carpa vem do alemão Karpfen. É um peixe teleósteo de nome científico Cyprinus carpio (L.), da família da família Cyprinidae. Muito encontrado em lagos de água doce e rios da Ásia (mais especificamente da China), Europa e África, pode ser criado em vários ambientes, adaptando-se bem a tanques externos. Possui escamas cicloides bem grandes, podendo revestir todo seu corpo ou apenas alguns aglomerados em certos pontos, dependendo da variedade. Possui um corpo bastante arqueado no dorso e mais retilíneo na região ventral. Possui uma boca pequena, repleta de barbilhões curtos, ao invés de dentes. Os machos diferenciam-se das fêmeas pela grande nadadeira ventral. É um peixe onívoro e come todo o tipo de alimento. Pode chegar a 1,2 m e 20 kg.


Há dois grupos de carpas, as comuns e as coloridas ou Nishikigois.

Carpas Comuns

A carpa comum alimenta-se de pequenos vermes, animais, plantas e matéria orgânica encontrados no fundo da areia ou lama, ou seja, come de tudo. São predadores de larvas e ovos de peixes nativos, podendo interferir na diversidade da fauna nativa. Além disso, é um peixe que destrói a vegetação, o que aumenta a turbidez da água. Da mesma forma, é uma espécie hospedeira do parasita Lernaea cyprinacea, gerando prejuízos drásticos à piscicultura, já que o seu tratamento é bastante difícil e oneroso, além de haver a necessidade de se empregar produtos altamente tóxicos como controle da doença, ou até eliminar todo o plantel.

As principais espécies de carpas comuns criadas, no Brasil, são:

- Carpa Húngara: Possui as escamas pequenas e uniformes, espelhadas por todo o corpo, variando do amarelo claro a bege dourado. Podem chegar a 35kg nos pesqueiros e a mais de 60kg na natureza, principalmente na Europa. É um peixe que vive no fundo dos lagos e rios, em busca de alimento, porém em pesqueiros tem o hábito de comer na superfície;

- Carpa Espelho: Possui as escamas falhadas, de diferentes tamanhos, algumas bastante grandes, espalhadas por todo o corpo. Assim como a Carpa Húngara, a Carpa Espelho vive no fundo dos lagos e rios, em busca de alimento. Também comem pão, salsicha ou ração (presente na superfície);

- Carpa Cabeçuda: Possui o corpo mais comprido que a Carpas Húngara. Sua cabeça tem o tamanho de 25% de seu corpo. Tem escamas pequenas e uniformes, espalhadas por todo o corpo, e a boca bem grande. Vai à superfície para se alimentar, o que não ocorre com as outras espécies de carpa comum. Come pequenas partículas que filtra na água. Tem gosto apurado por alimentos doces, como banana com mel, amendoim, frutas, leite condensado, batata doce, leite em pó, açúcar cristal, paçoca, entre outros. Pode ser encontrada em tamanhos acima dos 50kg;

- Carpa Capim: Possui um brilho exuberante. Apresenta o corpo alongado em um formato de um torpedo. É uma espécie herbívora, alimenta-se de vegetação aquática submersa, além de gramas, capim não seco e em grandes quantidades, diariamente 30% a 90% do seu peso, por isso seu nome popular. Além disso, é uma ótima espécie para consorciação, já que produz bastante esterco (adubo orgânico) por isso é utilizada para o policultivo com outras espécies. Em um ano de cultivo, pode atingir de 1 a 3 Kg e alcançar mais de 15 Kg.

Carpas comuns: carpa húngara, carpa espelho, carpa cabeçuda e carpa capim.

Carpas Coloridas

As carpas ornamentais, coloridas ou estampadas, surgiram por mutação genética espontânea das carpas comuns, na região de Niigata, no Japão, aperfeiçoando suas características, chegando a obter três tipos híbridos: o Higoi (carpa vermelha), o Asagui (carpa azul e vermelha) e o Bekko (branca e preta). As Nishikigois estão sempre presentes em lagos de jardins públicos e privados de todo mundo, pois são bastante exuberantes. Muitas espécies participam de exposições durante toda a sua vida, já que as regras estabelecem oito divisões por tamanho, começando pela divisão um, que classifica kois de até 18 cm, até a divisão oito, que classifica kois com mais de 75 cm. No Brasil, a Associação Brasileira de Nishikigoi (ABN), fundada em 1978, reúne criadores, expositores e aquariofilistas, que anualmente realizam exposições em diversas regiões do nosso país.

As principais espécies de carpas coloridas criadas, no Brasil, são:

- Showa Sanshoku: É uma variedade tricolor. Possui o ventre negro com manchas vermelhas e brancas. O branco nunca pode ultrapassar mais que 20% do total e o vermelho deve complementar o branco;

- Kohaku: Possui cor branca, com manchas vermelhas ou “Hi” bem definidas, e cores bem destacadas com borda bem definida. O “Hi” deve corresponder de 50 a 70% do corpo e o branco, de 30 a 50% para alcançar maior valor econômico;

- Bekko: É a mais vendida no Brasil. Tem cor branca com manchas negras. Fora do Brasil, a Bekko pode apresentar cor branca, vermelha ou amarela com manchas negras. Seu valor econômico aumenta, se a cor negra não chegar até a cauda. Além disso, deve apresentar manchas grandes e bem definidas (sem nenhum ponto negro);

- Utsuri: É uma carpa negra, com manchas brancas, vermelhas ou amarelas, bastante confundida com a Bekko. No entanto, a disposição das cores é inversa;

- Carpa Black: Quanto mais a cor negra predominar em todo o seu corpo, sem nenhum tipo de mancha, maior será o seu valor econômico;

- Hikarimono Ogon: Possui cor amarela, com brilho metálico, cintilante. Sua coloração deve ser  uniforme e suas escamas, bem definidas. Seu valor aumenta, se as barbatanas forem largas;

- Hikarimono Platina: Possui cor branca metálica e cintilante. Sua coloração deve ser uniforme e suas escamas, bem definidas. Seu valor aumenta, se as barbatanas forem largas;

- Carpa véu: Mais adaptada a aquários, pode possuir várias cores, não totalmente definidas;

- Ogon Matsuba: Possui cor amarela, com manchas negras e o dorso escuro, ou somente o dorso escuro;

- Guinrin Kohaku e Guinrin Taisho: Possuem cores metálicas, com escamas cintilantes;

- Goshiki: Possui ventre cinza,  com manchas na cor marrom;

- Karimono azul: Possui cor azul, com manchas pretas pequenas, dentro de manchas maiores vermelhas.

 

Nome popular (BICUDA)


peixe de água doce chamado Bicuda é conhecido popularmente com o mesmo nome.

Nome científico

Boulengerella maculata.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída nas Bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins.

Habitat

O Bicuda habita tanto águas profundas quanto superfícies, em áreas de correnteza ao longo da beira dos rios, boca de igarapés e lagos.

Alimentação

É um peixe piscívoro, que se alimenta de peixes menores e crustáceos, atacando suas presas com ímpeto, dando saltos sucessivos e acrobáticos, com o corpo todo para fora d'água, impulsionado somente pela nadadeira caudal, para evitar que outros da mesma espécie roubem sua valiosa presa.

Reprodução

Para desovar, o peixe Bicuda não costuma realizar migrações.

Características     

O peixe Bicuda é um peixe de escamas, com corpo alongado e roliço. Possui boca grande, pontuda e bastante dura. Sua coloração varia de espécie para espécie, normalmente, o dorso é cinza com os flancos e o ventre prateados. Em seu corpo, há também pintas pretas. Sua nadadeira dorsal está localizada na metade posterior do corpo e seu último raio, assim como na anal, é um pouco mais comprido. Já as nadadeiras pélvica e anal apresentam a margem preta e a caudal uma faixa preta nos raios medianos. O Bicuda pode atingir cerca de 1 m de comprimento total e 6 kg de peso.

 

 

Nome popular (Matrinxã)

peixe de água doce chamado Matrinxã é conhecido popularmente como Jatuarana.

Nome científico

Brycon cephalus.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída na Bacia Amazônica.

Habitat

O Matrinxã habita rios com águas claras e lagos, próximos a estruturas, como paus submersos, onde espreitam suas presas.

Alimentação

É um peixe omnívoro, alimentando-se de frutos, sementes, flores, insetos e, ocasionalmente, de pequenos peixes (inclusive da própria espécie).

Reprodução

Por ser um peixe que realiza a desova total, ou Piracema, O Matrinxã faz longas migrações rio acima para se reproduzir. A eclosão das larvas ocorre 17 horas, após a fertilização dos ovos, já o canibalismo tem início a partir de 36 horas de vida livre.

Características     

O Matrinxã é um peixe de escamas. Sua carne é muito apreciada nas regiões Centro Oeste e Norte do país. Possui corpo alongado, um pouco alto e comprimido. Sua coloração é prateada, com as nadadeiras alaranjadas, sendo a nadadeira caudal escura. Apresenta uma mancha arredondada escura na região umeral. Os dentes são fortes, multicuspidados, dispostos em várias fileiras na maxila superior. Pode chegar aos 80 cm de comprimento e 5 Kg de peso.

 

Nome popular (JACUNDAR)

peixe de água doce chamado Jacundá é conhecido popularmente com o mesmo nome.

Nome científico

Crenicichla lenticulata.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída em todo o Brasil.

Habitat

Jacundá é um peixe que habita rios, remansos de rio, lagoas e represas, sempre próximos à estruturas como paus, pedras, entre outras.

Alimentação

É um peixe carnívoro, alimentando-se de pequenos peixes, camarões e outros invertebrados.

Reprodução

fêmea do Jacundá, em época de reprodução, apresenta coloração levemente vermelha próxima à nadadeira anal. O casal de Jacundá sempre cuida da prole.

Características     

peixe Jacundá é um peixe de escamas, com corpo alongado, boca grande, com a mandíbula um pouco maior que o maxilar superior. Sua cabeça é coberta por pintas escuras. A borda posterior do pré-opérculo é serrilhada. Possui faixas escuras verticais nos flancos e faixa longitudinal mais escura, ao longo do corpo, que se estende do olho até o pedúnculo da nadadeira caudal, e um ocelo na parte superior do pedúnculo caudal. Possui o ventre avermelhado. Pode alcançar 40 cm de comprimento total e chegar a 900 g.

 

Nomes populares (CACHARA)

peixe de água doce chamado Cachara é conhecido popularmente como Surubim Cachara, Barrada Surubim e Surubim Atigrado.

Nome científico

Pseudoplathystoma fasciatum.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída nas Bacias Amazônica e do Paraná e Orinoco.

Habitat

O Chacara habita locais de águas mais lentaspróximas a camalotes (aguapés), onde espreita suas presas e se refugia dos predadores.

Alimentação

O Cachara é um peixe piscívoro (alimenta-se de outros peixes), com preferência para peixes de escamas, mas, em algumas regiões, alimenta-se também de camarões de água doce.

Reprodução



Realiza migração reprodutiva, rio acima, a partir do início da enchente.

Características     

O Chacara é um peixe de couro. Possui o corpo alongado e roliço. Tem cabeça grande e achatada. Sua coloração é cinza escura, no dorso, clareando em direção ao ventre, sendo branca abaixo da linha lateral. Pode ser separada das outras espécies do gênero pelo padrão de manchas: faixas verticais pretas irregulares, começando na região dorsal e se estendendo até abaixo da linha lateral. Às vezes, apresenta algumas manchas arredondadas ou alongadas no final das faixas. Espécie de grande porte, pode alcançar 1,2m de comprimento e atingir 20kg.

Nome Popular: Tucunaré Açu

O sonho de nove entre 10 pescadores esportivos do país é conhecer a Amazônia e ir em busca do tucunaré açu.

Esse é um destino que encanta pelas belezas naturais da região, que são ímpares. Suas praias de areias branquinhas, em um contraste com a água “coca-cola” do Rio Negro formam um ambiente peculiar que é complementado pela fauna e flora abundantes e principalmente pela companhia dos amigos e outros pescadores. Tudo isso junto forma um ciclo, no qual o pescador se cerca e vicia.

Entenda um pouco sobre tudo que envolve esse peixe e essa região tão importante para nosso país.

 

A pesca na Amazônia

Além de proporcionar momentos fantásticos ao pescador esportivo, o tucunaré açu é capaz de impulsionar cerca de R$ 500 milhões na economia do estado Amazonas e R$ 150 milhões em Roraima (que também vem em uma crescente do turismo de pesca do tucunaré açu), sendo que alguns desses reais entram em moedas como Dólar, Euro, Iene, entre outras.

Isso porque, cada vez mais, a pesca no Brasil vem se estruturando para receber o público estrangeiro, que é exigente, e este, por sua vez, já percebe o profissionalismo dos operadores, aumentando ano a ano, a participação nessas cifras.

 

Temporada do tucunaré açu na pesca na Amazônia

A temporada de pesca do tucunaré açu tem início em setembro, na grande maioria das regiões, sejam elas próximas ou afastadas de Manaus.

Nas regiões mais próximas da Capital do Amazonas, nos rios Juma, Mutuca, Urubu, entre outros, a temporada se encerra em dezembro.

Já nas regiões mais acima do Rio Negro e afluentes, em cidades como Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, e o Rio Branco e seus afluentes, geralmente se encerra no mês de março.

Entretanto, vale lembrar que o regime das águas influencia muito no início e encerramento da temporada, e nisso quem manda é a mãe natureza.

 

O tucunaré açu

O tucunaré açu, cujo nome científico é Cichla Temensis, é um dos, senão o mais cobiçado peixe esportivo do Brasil.

Na língua tupi, tucunaré significa: Tucun (árvore) aré (amigo), e Açu (grande). Só com essa informação já é possível identificar características que são válidas para se encontrar os pontos de pesca dessa espécie.

Tucunaré açu, em tupi significa Tucun (árvore) aré (amigo), e Açu (grande).

 

Pontos de pesca do tucunaré açu na Amazônia

O regime de águas influencia bastante nos pontos de pesca, pois trata-se de um peixe que tem como características principais caçar e viver próximo de estruturas, como árvores alagadas ou caídas, vegetações aquáticas, pedras, etc.

Durante a cheia dos rios, grande parte da floresta acaba alagada, fato que dificulta muito o acesso até onde o peixe está.

É por esse motivo que existe a velha pergunta que quase todo pescador já ouviu ou fez algum dia: “O rio está na caixa?”. Pois é nesse momento, quando a água sai da floresta, concentrando a maioria do seu fluxo na calha do rio e formando lagos em algumas regiões, que os peixes são encontrados em abundância, facilitando o arremesso às margens e, consequentemente, sua captura.

 

Barcelos: a capital do tucunaré

Barcelos, município no interior do Amazonas, é conhecido como a capital mundial do tucunaré. A cidade é porta de entrada para os grandes tucunarés açus, e assim como sua vizinha, Santa Isabel do Rio Negro, são os locais mais procurados e com maior índice de grandes espécimes.

Mas nem só de tucunaré açu, vive a região. Barcelos é o maior arquipélago fluvial do mundo, com aproximadamente 1.500 ilhas. É também a capital do peixe ornamental, e a cidade com maior participação nesse segmento, podendo chegar a 50% do mercado de peixes ornamentais de água doce no Brasil.

Mais de 10% são de outras regiões do Amazonas, 30% do Pará e 10% distribuídos por outras cidades do Brasil, e a grande maioria desses peixes é exportada legalmente para aquaristas do mundo todo.

Na região de Barcelos podem ser encontrados outros espécimes como: tucunaré paca (que se trata do tucunaré açu, em um ciclo de vida diferente), tucunaré popoca, tucunaré borboleta, aruanã, pirarucu, pirarara, cachara, piraíba, traíra, entre outros.

 

Recordes mundiais

IGFA – World Record Game Fishes é a principal autoridade em atividades de pesca e a detentora das capturas de pesca mais recentes do mundo por categorias de peixes.

A organização homologa recordes mundiais por comprimento e por peso, por meio de regras cujas medições são efetuadas por réguas e alicates próprios que passam por rígidos testes para que não haja nenhuma margem de erro.

O recorde de tucunaré açu por peso é único e seu detentor é o pescador brasileiro Andrea Zaccherini, com o peixe com impressionantes 29 lbs e 1oz, o equivalente a 13.190 kg, capturado no dia 03/11/2010.

Já no recorde de comprimento existem vários empates, alguns “técnicos”, pois conforme as regras, existe uma margem para que um possa se sobrepor ao outro. Hoje, são oito recordes mundiais capturados na região de Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro, sendo sete brasileiros e um americano, com medidas entre 89 e 91cm.

 

Equipamentos necessários para a pesca

Os equipamentos mais utilizados para quem busca pelo desafio com tucunaré açú são:

  • 2 conjuntos de varas entre 17 e 25 lbs de ação rápida
  • carretilha perfil baixo ou molinete tamanho 2500/3000
  • linha de multifilamento entre 50 e 70 lbs
  • leader de fluorcarbono entre 60 e 70 lbs
  • snap reforçado
  • iscas artificiais de superfície, twitch bait, meia água e jig

Nome popular: Cascudo

peixe de água doce chamado Cascudo é conhecido popularmente como Acari, Cari, Boi-de-Guará e Uacari.

Nome científico

Hypostomus affinis.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída amplamente pela América do Sul, mais especificamente no rio Paraíba do Sul.

Habitat

Cascudo é um peixe de fundo, onde vive raspando o substrato com seus inúmeros e delicados dentes, à procura de alimento.

Alimentação

É um peixe detritívoro e bentônico, alimentando-se de detritos do fundo dos rios, participando da fase de pré-mineralização da matéria orgânica presente no substrato lodoso.

Reprodução

período reprodutivo do Cascudo ocorre entre os meses de novembro e fevereiro. No entanto, é um peixe que apresenta baixa taxa de fecundidade, o que pode ser resultado de seu cuidado parental.

Características     

O peixe Cascudo é um peixe que possui uma couraça recobrindo o seu corpo. Na verdade, são pequenas placas ósseas adaptadas à maneira de escamas, que percorrem o corpo em várias fileiras (de três a quatro), o que confere ao Cascudo aparência visual e sensação tátil de lixa. Seu corpo possui coloração parda com algumas manchas escuras. Sua região ventral é geralmente nua. Tem boca inferior (ventral). Pode atingir os 39 cm e alcançar 1,5 kg de peso.

Nome Popular: Mandim

peixe de água doce chamado Mandi é conhecido popularmente como Mandi-Amarelo, Mandi-Chorão e Surubim-Bagre.

Nome científico

Pimelodus maculatus.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída por todo o Brasil, encontrada na Amazônia e em todas as Bacias hidrográficas brasileiras.

Habitat

O Mandi habita remansos das margens dos rios, locais com areia e cascalho no fundo.

Alimentação

É um peixe omnívoro, alimentando-se de larvas bentônicas de insetos, algas, moluscos, peixes e fragmentos de vegetais.

Reprodução

O período reprodutivo do Mandi coincide com a época mais quente e chuvosa do ano. Depois que os filhotes nascem, não cuida mais da prole. Prefere desovar em pequenos afluentes. Daí a importância de se manter seu habitat intacto.

Características     

O Mandi é um peixe de couro. Suas nadadeiras possuem manchas negras e pequenas, com esporões farpados (com muco tóxico) nas nadadeiras peitorais e dorsal. Tem o corpo alongado a ligeiramente comprimido, alto, no início da nadadeira dorsal, afunilando em direção à cabeça e à nadadeira caudal. Sua cabeça é cônica com os olhos situados lateralmente. Os barbilhões maxilares ultrapassam a metade do corpo. Possui coloração parda, na região dorsal, passando para amarelada nos flancos e branca no ventre com uma linha escura no dorso. Apresenta 3 a 5 séries de grandes manchas escuras ao longo do corpo. É uma espécie de porte médio, chegando a alcançar 40 cm de comprimento e peso de até 3 Kg.

Nome Popular: Bagre

Bagre-bandeira/Sea Catfish

Nome Científico

Bagre marinus

Família

Ariidae

Distribuição Geográfica

Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá ao Rio Grande do Sul).

Descrição

Peixe de couro; corpo achatado, como na maioria dos peixes de hábitos bentônicos; nadadeiras peitorais e dorsal com três espinhos. A coloração varia do cinza azulado ao amarelo. Os maiores exemplares alcançam 1m de comprimento total e cerca de 5kg. A família só tem representantes na costa do oceano Atlântico.

Ecologia

Freqüenta as praias, estuários, manguezais, foz de rios e entram na água doce para desovar. Não é encontrado em águas muito profundas, em geral até 50m. Normalmente forma grupos de 5 a 100 indivíduos. Alimenta-se de pequenos peixes e animais bentônicos. Após a desova, os machos incubam os ovos na boca. É um peixe de hábito crepuscular e noturno, mas, nas águas turvas, é possível capturá-lo durante o dia. Tem certa importância comercial, principalmente na região Sudeste. Os grandes exemplares são capturados pela pesca esportiva, na modalidade de arremesso.

Equipamentos

Equipamentos médio e médio/pesado. As linhas mais utilizadas são as de 8 a 25 lb. e os anzóis de n° 1/0 a 6/0.

Iscas

Iscas naturais, como sardinha, camarões, lulas e moréias dos manguezais são as preferidas. Não se tem informações sobre sua pesca com iscas artificiais.

Dicas

É preciso cuidado ao manusear este peixe. Os ferrões injetam substâncias tóxicas, que, dependendo da sensibilidade da pessoa, podem causar forte dor no local, inchaço e até febre.

Nomes populares: Sarapó

peixe de água doce chamado Sarapó é conhecido popularmente como Tuvira, Carapó e Ituí.

Nome científico

Gymnotus carapo.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída no Pantanal do Mato Grosso e na Bacia do São Francisco.

Habitat

O Sarapó é um peixe que habita águas com vegetação abundante.

Alimentação

É um peixe carnívoro, alimentando-se de insetos aquáticos.

Reprodução

período de desova do Sarapó acontece nos meses mais quentes entre folhas, musgos ou raízes de plantas flutuantes.

Características     

peixe Sarapó é um peixe com escamas ausentes ou quase imperceptíveis. Possui coloração pardacenta e nadadeira anal muito longa, estendendo-se por quase toda a face ventral. Tem o corpo afilado posteriormente e seu orifício anal é localizado sob a cabeça. É noctívago e produz descargas elétricas de pouca intensidade. O sistema elétrico do Sarapó permite a ele detectar obstáculos e  presas, sendo utilizado para comunicação entre indivíduos da mesma espécie. Pode atingir 80 cm de comprimento.